O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida representa a maior elevação da mistura em menos de um ano, período em que o país avançou 5 pontos percentuais no índice – o equivalente a 2,25 bilhões de litros de etanol anidro por ano.
A decisão ocorre em um contexto de escalada nos preços internacionais do petróleo e de aumento das importações de gasolina pelo Brasil, que hoje paga entre 25% e 30% a mais pelo combustível importado em comparação ao preço praticado internamente pela Petrobras. Ao elevar a participação do etanol na matriz, a medida contribui para reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança energética do país.
A nova mistura tem caráter temporário, com vigência de 180 dias, prorrogáveis por igual período. Paralelamente, um grupo de trabalho já foi constituído para conduzir os testes técnicos do E35, percentual máximo permitido pela legislação atual. A expectativa do setor é que os resultados desses testes permitam confirmar o E32 em caráter definitivo e viabilizar uma futura decisão para elevar a mistura ao teto legal de 35%.
Para o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, a aprovação do E32 é motivo de comemoração para todo o setor sucroenergético. “Essa é mais uma conquista construída com muito trabalho e união. Em menos de um ano, avançamos de forma expressiva na participação do etanol na matriz de combustíveis, reduzindo a dependência do Brasil em relação à gasolina importada e reafirmando o papel estratégico da bioenergia para o país. Seguimos confiantes de que os próximos passos, com os testes do E35, vão consolidar ainda mais essa trajetória”, afirmou.
A Bioenergia Brasil reforça seu compromisso em continuar contribuindo tecnicamente para o avanço da mistura, em prol de uma matriz energética mais limpa, competitiva e soberana.